Embriologia
A Embriologia é uma área da biologia que estuda o desenvolvimento embrionário dos organismos vivos, ou seja, o processo de formação do embrião a partir de uma única célula, o zigoto, que originará um novo ser vivo, desde a fecundação até a formação completa de todos os órgãos.
Algumas das especialidades da Embriologia são:
- Embriologia Comparada
- Embriologia Humana
- Embriologia Vegetal
Embriologia Comparada
É a área que se dedica a estudar o desenvolvimento embrionário de diversas espécies animais, comparativamente sendo importante para os estudos evolutivos.
Este campo constata que nas etapas iniciais da formação fetal, as espécies mantém embriões extremamente parecidos, sendo diferenciados apenas em etapas mais avançadas.

Esta constatação permitiu cientistas fundarem teorias que evidenciavam a evolução darwinista, como a teoria da recapitulação de Haeckel que afirmava que ''a ontogenia recapitula a filogenia'', ou seja, o embrião de todos os seres vivos passa todas as etapas evolutivas que a sua espécie sofreu, remontando seu passado biológico. Com isso, segundo ele,por exemplo há uma fase no processo de gestação que o embrião cordato desenvolve aberturas laterais ao crânio, chamadas fendas faringeais, que em peixes tornam-se brânquias e em mamíferos em tubos eustaquianos, representando um ponto comum na ontogenia (desenvolvimento embrionário) de grupos animais diferentes.
Embriologia Humana
As fases do desenvolvimento embrionário humano são:
- Gametogênese- formação dos gametas a partir de células germinativas que passam por diversas mitoses e se multiplicam, logo após sofrem a primeira divisão meiótica formando as células-filhas. Os gametas femininos não completam a meiose originando um ovócito secundário e um corpo polar primário bem menor.
- Fecundação- Os espermatozoides lançados dentro do corpo feminino têm de alcançar o ovócito, quando este consegue penetrar no ovócito secundário é completada a divisão meiótica e o ovúlo recém-formado pode ser fertilizado. É nesta fase que ocorre a cariogamia, ou seja, a fusão dos núcleos dos gametas e a formação do zigoto.
- Desenvolvimento embrionário- Esta etapa abrange três fases principais: segmentação, gastrulação e organogênese.
Após a formação do zigoto, a segmentação ocorre iniciando as clivagens que aumentam o número de células que se fixarão na parece uterina. A gastrulação é o período no qual ocorre o desenvolvimento da blástula até a formação da gástrula, onde começa a diferenciação celular, ou seja, as células vão adquirindo posições e funções biológicas específicas e ocorre o aumento do volume total do embrião. No período de organogênese, há formação dos órgãos do indivíduo e é o estágio em que as células que compõem os respectivos tecidos se apresentarão especializadas.

Embriologia vegetal
É a área que estuda os estágios de formação e desenvolvimento das plantas.

- Angiospermas e Gimnospermas
As plantas superiores, que produzem sementes, formam células que geram gametas. Estes são os gametófitos masculinos (microgametófitos) e femininos (macrogametófitos) que são originados nos esporângios (micro e macro). Nas gimnospermas, os microesporângios ficam nos estróbilos e os macroesporângios nos macroestróbilos. Por sua vez, nas angiospermas, os microesporângios correspondem a órgãos homólogos, as anteras, e os macroesporângios, aos pistilos.
Nas gimnospermas, o microgametófito é constituído de uma célula vegetativa e uma generativa, ambas haplóides. A partir da célula generativa, durante a fecundação, formam-se duas células, a pedicular e a espermatógena. O núcleo desta última se biparte, passando a ter quatro núcleos haplóides. Nas angiospermas, o microgametófito compõe-se de uma só célula, que contém três núcleos haplóides, dois espermáticos e um vegetativo.
O macrogametófito, nas gimnospermas, são de múltiplas células haplóides, várias das quais são óvulos e, nas angiospermas, de sete células: uma central, com dois núcleos haplóides, e dois grupos de três células haplóides em posição polar.
Quando o microgametófito contido num grão de pólen entra em contato com um macroesponrângio, ocorre a polinização. O grão de pólen lança o tubo polínico, pelo qual migram os núcleos espermáticos, que entram em contato com as células do macrogametófito para iniciar a fecundação. Nas gimnospermas, três dos núcleos do microgametófito degeneram e o restante se funde com o óvulo para formar o zigoto. Nas angiospermas, um dos núcleos espermáticos se une ao óvulo (a célula central de um dos polos) e o outro se funde com os dois núcleos da célula central, assim se constitui o endosperma, tecido de reserva que serve de nutriente ao embrião durante seu desenvolvimento.
Os zigotos formados começam a dividir-se ativamente na mitose, até formar o embrião que consta de uma raiz e um talo jovens e de dois ou mais cotilédones (folhas embrionárias), nas gimnospermas, e de um ou dois cotilédones nas angiospermas (conforme sejam mono ou dicotiledôneas). Rodeada dos restos de tecido do macroesporângio, constituem-se as sementes que, no caso das angiospermas, ficam dentro do fruto. Depois de uma fase de latência, as sementes germinam e dão início ao crescimento da planta.